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************************** O PIRATA como HERÓI



PIRATAS são indivíduos que navegam pelo mar assaltando outras embarcações. Essa “profissão” ilegal e sanguinária se imortalizou nas telas desde o início da arte cinematográfica,  iniciando-se com “A Ilha do Tesouro / The Treasure Island” (1912) de J. Searle Dawley. Os símbolos básicos estão, quase sempre, presentes: duelos de espadachins, raptos, saques, naufrágios, tesouros enterrados, perna de pau, tapa-olho etc. Sempre com inovações visuais e cenas de ação invejáveis retratando as aventuras dos “terrores” dos oceanos. Fanático por esse gênero desde a idade da inocência, ficava de olho pregado na tevê, acompanhando as peripécias acrobáticas dos sarracenos imaginados por escritores como Rafael Sabatini, Emilio Salgari ou Robert Louis Stevenson. Sonhava em ser belo e corajoso como Errol Flynn, navegando os sete mares, raptando princesas e saqueando ricos vilões. A minha tensão era imensa quando um deles era amarrado em estaca fincada nos recifes, à espera da maré para afogá-lo ou dos caranguejos para devorá-lo até os ossos. 

Na maturidade, descobri que raros filmes de PIRATAS tem qualidade artística. Talvez apenas três possam ser considerados excelentes: “Capitão Blood” (1935), “O Gavião do Mar” (1940) e “O Cisne Negro” (1942). Todos os outros são descartáveis, manobrados por diretores impessoais ou em fim de carreira, astros em decadência ou atores que nunca alcançaram o estrelato. Ainda assim, considero-os especiais, um mimo que desperta a criança que mora no meu íntimo. O curioso é que o PIRATA é um bandido, um fora da lei, um ladrão, um saqueador e muitas vezes também estuprador, mas torcemos alucinadamente por ele.